
a ausência, alheia ao passo, saltita tolamente entre o que deve e o que não faz. cega de tanto querer, nada vê. salta tolamente, sorvendo toscamente o insalubre de quem nada lhe é, fechando as portas a quem com ela, tolamente, se ajoelhou. apoia-se no fardo da normalidade, nega quem lhe abra os olhos. carrega o fardo de não ser totalmente pois não vê. tolamente diz ter razão e chapinha de barriguinha na sua triste fonte como quem se acha o centro do que queria ser. não quer ver que sua fonte só vomita lama. cega de tanto querer, nada vê.
a presença, só pede força, até que o pôr-do-sol finalmente chegue, para um final sorriso de conquista.
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